Todo mundo sabe que uma assistência técnica é o local onde são feitos reparos em diversos tipos de equipamento, sejam eles computadores, máquinas de lavar, câmeras digitais, TVs etc. Quando falamos em assistência técnica, logo vem à mente a imagem de um profissional que sabe das coisas e irá solucionar seu problema, ou problemas. A questão é que nem sempre as coisas acontecem como nós esperamos.
Recentemente precisei levar meu computador à uma assistência técnica, pois o mesmo estava apresentando muitos problemas (travamentos, reiniciando sozinho, não ligava etc.). A dúvida sobre a origem do problema recaia sobre diversos componentes de hardware, mas como eu não possuo placa de diagnóstico ou outras peças para teste, não tinha como consertá-lo sozinho.
Levei minha máquina à uma assistência e eles diagnosticaram que minha placa mãe estava ruim e precisava ser trocada. Pois bem, comprei uma placa nova e solicitei que eles a substituíssem. No dia seguinte fui buscar meu computador, feliz, achando que tudo estava resolvido.
No entanto, ao chegar em casa e ligar o PC, percebi que ele estava extremamente lento, apresentando travamento em atividades que antes eram exercidas sem problema algum. Diante dessa situação, resolvi verificar, principalmente, as configurações de hardware da minha máquina. E para mim surpresa, meu processador estava operando praticamente na metade de seu potencial. Meu processador é de 2.6, e estava operando a 1.5 GHz.
Liguei para a assistência. O “técnico” que “consertou” meu computador me disse que a bios da placa mãe havia sido atualizada, e que essa nova versão apresentava erro na hora de mostrar a frequencia do processador, mas que a frequencia estava correta. Ou seja, segundo ele, apenas a exibição era de 1.5, mas a frequencia em que o processador estava operando era de 2.6.
Não acreditei e resolvi abrir meu gabinete para conferir. Depois de pensar em mil e uma coisas, além de ler o manual (que é em inglês), acabei encontrando o problema.
A frequencia de operação do processador, na placa mãe nova, era determinada através de jumpers. Cada posição era específica para um determinado processador. Pois é, o “técnico” que mexeu no computador na assistência simplesmente deixou o jumper numa posição errada, o que fez minha máquina virar uma carroça. E o pior é que ainda insistiu que estava tudo certo, que a culpa era da atualização da bios.
Agora eu imagino uma coisa. Se, em vez mim, fosse uma pessoa totalmente leiga que tivesse levado o computador àquela assistência, com certeza estaria até hoje com o processador do PC trabalhando a uma frequencia muito baixa, fazendo-o ficar muito lento e travando em alguns momentos.
Por isso deixo a dica: sempre busque uma segunda opnião. Se sua máquina está apresentando defeitos, procure orientações de amigos ou conhecidos que entendam mais, e leve-o a mais de uma assistência.







